Rir ou Chorar

O dia em que meu pai morreu sem perder a vida

Uma pequena explicação pra quem não me conhece. Eu moro em Londrina, mas sou baiano. Minha família quase toda mora em Salvador, meu pai em Itaparica – uma ilha que faz parte da região metropolitana, separada da capital por 30 minutos de lancha.

Conversando com meu irmão no MSN, quase morro de rir com um caso que ele me contou, ocorrido há uma semana. Um cidadão com o mesmo nome do meu pai e coincidentemente a mesma profissão (mais ou menos, meu pai tem uma pequena empresa de transportes de passageiros e o cidadão era motorista de van de turismo) faleceu há uma semana. A notícia correu rápido pela ilha de que o meu pai tinha morrido. Os amigos, conhecidos, vizinhos ficaram todos consternados, procurando alguma notícia de como isso tinha acontecido, querendo saber onde seria o enterro, etc.

Meu pai, como estava em Salvador durante todo o dia, não ficou sabendo de nada. Ao retornar no outro dia e entrar num restaurante com meu irmão, ficou surpreso quando um amigo veio na direção deles, deu um abraço em meu pai e falou: “Graças a Deus, você está vivo!“. Meu pai não entendeu lhufas, obviamente, e ficou assustado. Depois que o amigo explicou do boato ele procurou saber e acabaram todos descobrindo que havia sido um mal entendido, uma confusão com os personagens.

Nisso pelo menos uma coisa deu pra tirar de positivo. Meu pai ficou sabendo quem choraria por ele caso tivesse mesmo morrido.

2 Comments

  1. Carol

    Que miséeeeeeeeeeera !!

    Ainda bem q eu nao lí o Jornal online (se existe!) !

    Já imaginou meu desespero como filha???

    Ufa!

  2. Ronaldo

    Porra que perdad de tempo…. proximo….

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