Foto: G1Não demorou nada para que já começassem a achar culpados para o acidente aéreo de anteontem, quando o Airbus da TAM não conseguiu parar durante a aterrisagem (em Congonhas) e se chocou contra o prédio da TAM Express, explodindo imediatamente e matando mais de 180 pessoas, entre passageiros e tripulantes do avião, funcionários e visitantes do prédio.

Todo mundo sabe que o Aeroporto de Congonhas não suporta a demanda que vem enfrentando há muito tempo. Piorou depois do problema com a Varig, que fez com que outras empresas aéreas – principalmente a TAM – assumissem os passageiros que seriam da Varig e aumentando em muito o fluxo de aeronaves nos aeroportos brasileiros. Congonhas, por estar no meio da cidade de São Paulo – a que possui maior fluxo aéreo do Brasil – acaba recebendo uma sobre-demanda de vôos, por pressão dos passageiros e das empresas aéreas.

Obviamente a pista que foi entregue ser completamente terminada tem uma influência grande no ocorrido, mas os responsáveis, as autoridades, insistem em levantar questionamentos sobre defeitos na aeronave – não descarto e acho um absurdo a TAM ter deixado isso passar – e até mesmo sobre os procedimentos do piloto durante a aterrisagem. Um senhor chegou a afirmar na TV hoje que a chuva que caía era muito fina, formando uma camada de apenas o,6 milímetros na pista. As filmagens divulgadas pelo aeroporto e veiculadas em vários canais da TV aberta, mostram uma imensa quantidade de água sendo expulsa pelos reversos do avião, acionados para ajudar na frenagem. Zero vírgula seis milímetros o escambau!

Confiram outras opiniões (fotos e vídeos) mais que válidas sobre o assunto: